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ChatGPT também vira alvo de investigação no Reino Unido

Órgão regulador da concorrência da Grã-Bretanha informou, na quinta-feira (04), que começará a examinar o impacto da IA (inteligência artificial) na economia, empresas e consumidores. Entidade também vai analisar se novos controles são necessários em tecnologias como o ChatGPT.

Pesquisa sobre IAs acontece há anos. Mas popularidade de ferramentas que geram conteúdo a partir de comandos de texto – por exemplo, o chatbot da OpenAI e Midjourney – ressaltou como tecnologia pode mudar maneira como empresas e sociedade operam.

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Pano de fundo com chegada do ChatGPT

Pessoa pedindo para ChatGPT criar texto acadêmico em celular com logomarca do ChatGPT ao fundo
Ao passo que IAs como ChatGPT se desenvolvem, governos buscam investigá-las (Imagem: Bloomberg)

Atualmente, governos de todo o mundo tentam encontrar equilíbrio pelo qual possam avaliar e controlar algumas das possíveis consequências negativas da IA generativa – tecnologia por trás de chatbots e demais plataformas geradoras de conteúdo – ​​sem sufocar a inovação.

Em março, a Grã-Bretanha optou por dividir responsabilidade regulatória da IA ​​entre órgãos que supervisionam direitos humanos; saúde e segurança; e concorrência, em vez de criar um novo órgão dedicado à tecnologia.

A CMA (Autoridade de Concorrência e Mercados) disse que começaria a investigar para entender como modelos de IA que usam grandes quantidades de dados não rotulados estavam se desenvolvendo. CMA ganhou manchetes na semana passada ao bloquear aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft por US$ 69 bilhões.

É crucial que os benefícios potenciais dessa tecnologia transformadora sejam prontamente acessíveis para empresas e consumidores do Reino Unido, enquanto as pessoas permanecem protegidas de questões como informações falsas ou enganosas.

Sarah Cardell, CEO da CMA

Investigações

Chatgpt na Europa
Atualmente, ocorrem investigações ao ChatGPT e demais plataformas de IA no mundo todo (Imagem: Ascannio/Shutterstock)

A revisão sobre ChatGPT e demais plataformas do tipo na Grã-Bretanha ecoa investigações que ocorrem em todo o mundo, de Pequim a Bruxelas e Washington.

O advogado Alex Haffner, do escritório de advocacia Fladgate, disse que a CMA investigaria sob seus poderes gerais e, como tal, provavelmente procuraria entender melhor a IA, em vez de tomar qualquer ação contra empresas individuais.

Os EUA também analisam possíveis regras para regular tecnologia. Em abril, “ministros digitais” do G7 – grupo com sete principais economias do mundo – concordaram em adotar regulamentação “baseada em risco” sobre IA, que também preservaria ambiente aberto para desenvolvimento de tais tecnologias.

No mesmo mês, a Itália, membro do G7, bloqueou o ChatGPT para investigar sua possível violação das regras de dados pessoais. Embora país já tenha suspendido bloqueio, medida inspirou outros reguladores europeus de privacidade a iniciar investigações.

A advogada Verity Egerton-Doyle, da Linklaters, disse que a revisão daria ao órgão regulador da concorrência da Grã-Bretanha a chance de participar do debate. “A Lei de Mercados Digitais da UE, que entrou em vigor esta semana, não cobre IA generativa e a CMA sem dúvida vê isso como uma oportunidade de liderar o debate global sobre essas questões – junto com a FTC dos EUA, que já está analisando a área”, explicou.

Com informações da Reuters

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