Ainda que seus recursos estejam no campo das especulações, é um fato que a Sony já trabalha no PlayStation 6 e ele — eventualmente — será lançado. Porém, com diversas polêmicas ao redor da geração PS5, ele precisa mostrar um grande diferencial para manter seu público.
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Dito isso, a companhia precisa seguir uma série de diretrizes para fazer o coração dos fãs bater de novo e fazer a sua base crescer ainda mais. E uma delas é não repetir alguns problemas que foram vistos nos últimos anos e que assombram o público até os dias atuais.
E você, sabe quais são os 8 erros que a Sony não pode cometer no PlayStation 6? Nós do Canaltech listamos eles para entender se a “next-gen” promete mesmo ou se será outro ponto fora da curva no sucesso da marca.
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8. Jogos como serviço
Há alguns anos o público não vê um novo God of War, Spider-Man, Uncharted, Days Gone e outro grande sucesso da Sony. Sabe o porquê? Por causa da estratégia da empresa de focar em Game as a Service (GaaS, para os íntimos).
Assim como Fortnite e Rainbow Six Siege, eles queriam surfar na onda dos jogos multiplayer com microtransações e isso já se mostrou um grande erro — não só pela ausência de franquias de peso por 2 anos, mas também por não dar o retorno financeiro esperado (exceto por Helldivers 2, claro).

7. PS Plus inacessível
Assim como todos sabem (se você não sabe, vai saber agora), o multiplayer online é um recurso permitido em milhares de experiências. Quem bloqueia o acesso é a Sony, sob a premissa de que você deve pagar uma assinatura para acessar um recurso básico de seu jogo.
Os planos vão de R$ 359,90 a R$ 691,90 anuais, preços muito elevados para curtir partidas com seus amigos. O serviço tem jogos grátis, salvamento de dados em nuvem, uma biblioteca aberta de jogos retrô, mas eles deviam dar uma opção acessível para o público apenas jogar e ser feliz. Ou cortar de vez essa cobrança, o que também seria muito agradável.

6. Suporte geracional
O PS5 demorou para engrenar (muito por conta da pandemia, temos de reconhecer), mas esse erro não pode ser repetido pela Sony no PlayStation 6. Em palavras mais populares, eles têm de vir já com os dois pés na porta e mostrar o potencial do videogame logo de cara.
Muitos títulos grandes do PS5 vieram também para o PS4, o que deixou muita gente confortável na geração anterior (o que também é bom), mas fez quem tinha o console mais recente pensar que seria melhor não ter comprado o videogame durante os primeiros anos. Este erro não pode se repetir, caso eles queiram uma relação mais saudável com seu público.

5. Comunicação péssima
Se a Sony tem um problema, ele se chama comunicação. Jogos anunciados que demoram anos para receber qualquer novidade (alô Marvel’s Wolverine), aumento no valor do preço de todos seus produtos e serviços em períodos questionáveis e decisões controversas foram vistas aos montes nos últimos anos.
Isso ser repetido no PlayStation 6 causaria um grande impacto nos fãs, ao menos naqueles que permanecerem na plataforma na próxima geração. Um canal direto com o consumidor, presença em eventos, constância de comunicação e outros fatores pode se tornar muito benéfico para a imagem da companhia nos anos que virão — para eles e para o público, obviamente.

4. Estratégia fechada
A Sony demorou anos para levar seus principais jogos para outras plataformas. Muito se esperou até chegar LEGO Horizon Adventures ao Switch, vários games de suas franquias nos PCs e finalmente Helldivers 2 nos consoles Xbox. Ainda que o futuro se mostre favorável, é necessário que eles “abram mais” as comportas.
Com a Microsoft abaixando os muros e levando seus principais títulos ao PS5 — e vendendo mais do que a própria PlayStation em seu ecossistema — é hora deles reverem sua estratégia e adotarem uma postura multiplataforma. Nem precisa ser com TUDO, mas é importante cativar os fãs independentemente do hardware que eles escolherem.

3. Serviço da PSN
Quedas, vazamento de dados, instabilidade e outros problemas são comuns na PlayStation Network (PSN). Desde o lançamento no PS3 que isso ocorre e é mantido nos dias atuais — com apagões e outros casos comprovando que eles ainda precisam evoluir muito no quesito redes e servidores.
Levando em consideração que os jogadores pagam pelo serviço que é oferecido, é essencial que a Sony reveja isso para trazer uma melhor experiência e segurança ao público com o PlayStation 6. A demanda já é antiga, mas também é necessária e exige uma grande atenção da companhia.

2. Preços baseados em dólar
Steam, Nintendo e Xbox praticam a venda de jogos no Brasil de forma localizada, adotando preços que têm base no real e na economia nacional. Sabe quem não faz isso? A Sony. Por qual razão os donos de PS4 e PS5 têm de pagar mais caro pelos mesmos jogos que são baratos nas outras plataformas?
A resposta é que a companhia pratica cobrança baseada no dólar. Se ele sobe, o valor dos games sobe junto (o mesmo não ocorre se ele cai, o que é curioso). Com o PlayStation 6, é a chance ideal deles olharem com mais carinho para o nosso mercado e cobrar um preço mais justo e compatível com a economia.

1. Abandono de franquias
Você se lembra de inFAMOUS, Jak & Daxter, Resistance, Twisted Metal e SOCOM? Se não, isso não tem problema, já que a Sony também não se lembra de suas grandes franquias que ficaram apodrecendo no passado, presas em épocas e gerações imemoráveis.
Até Uncharted caiu no esquecimento, uma das maiores franquias que o PlayStation já teve nos últimos anos. No PS6 muitas delas podem voltar ou ao menos mostrar que não estão abandonadas — talvez com aquele PlayStation All-Stars Battle Royale ou outras ações como as vistas no jogo Astro Bot, lançado em 2024.

O PlayStation 6 tem uma grande missão
A Sony sempre acertou nos consoles “pares”, tanto que o PS2 foi o videogame mais vendido de todos os tempos e o PS4 ampliou muito a sua base de fãs. O PlayStation 6 precisa manter este legado e representar outro grande pilar na indústria gaming, assim como os demais foram.
Porém, para isso, é preciso que a Sony não cometa os seguintes erros:
- Abandono de franquias
- Preços baseados em dólar
- O serviço da PSN
- Estratégia fechada
- Comunicação péssima
- Suporte geracional
- PS Plus inacessível
- Jogos como serviço
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